terça-feira, 14 de outubro de 2008

nhec

Pouco ou nada sabemos da vida e contudo já achamos que estamos apaixonados! Essa perfeita idiotice faz de nós humanos. Chega uma altura na vida que sentimos amor por alguém. Muitas vezes tal passa-se com primeiro rapaz que tem de facto algo a ver connosco. Mas sentimos algo por ele. É estranho. Sentimo-nos completos com ele. Algumas de nós, avançam. Beijam-no e alcançam muito. Outras apenas mantém a ideia dele na cabeça e começam a imaginar. Este gosto estranho, pela tal pessoa “perfeita” é apenas uma ilusão. Achamos que a vida seria perfeita com ele. Mais que perfeita, eterna e feliz. Sim, porque todos nós procuramos a felicidade.Acontece que por muito que gostemos dessa pessoa, vamos acabar por ter um desgosto. Um desgosto de amor. Para sempre ele será uma referência. Sempre que pensarmos nos rapazes especiais ele terá o seu lugar marcado. Todos nós, sem excepção, passamos por isso.
E na primeira vez que abrimos os olhos, ou nos abrem os olhos a nós (se tivermos essa sorte), finalmente percebemos:“Fodasse… Será que eu estava cega?”
Não, estavas apenas a imaginar coisas. Estavas tapado por um manto invisível de imaginação e ilusão. Todas as raparigas têm aquele rapaz que achavam perfeito, aquele que curtiu com outra rapariga mesmo a vossa frente e contudo continuavam a gostar dele, aquele rapaz que era arrogante e não gostava de ninguém.
Faz parte. E vai doer. Vai doer muito perceberem que se tinham enganado. depois de admitirem que essa paixão era apenas uma criação da expectativa que a nossa vida criou desde que ouvimos a palavra amor, então aí crescemos mais do que se vivêssemos um milénio inteiro.
E tentar que, se algum dia essa paixão antiga nos procurar, talvez para nos usar e magoar, que a consigamos mandar á merda.

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